Laboratório de Análises Clínicas Manuel Pimenta
29 Out'16 | Ponte de Lima

Laboratório de Análises Clínicas Manuel Pimenta

O destino inicial deste "Roteiro Farmacêutico” a Ponte de Lima foi o Laboratório de Análises Clínicas Manuel Pimenta, cuja direção técnica é agora assumida pela farmacêutica especialista em Análises Clínicas, Rosa Garrido.

Fundado em 1978, é hoje uma das empresas com maior tradição na região de Ponte de Lima. Mudou de instalações por duas vezes desde então: em 1985 e em 2000, fruto de um crescimento sustentado, assente num serviço de qualidade que é unanimemente reconhecido, quer pelos utentes quer pelos médicos prescritores.

Como forma de responder às crescentes necessidades da população e ao desafio da proximidade de cuidados, foram sendo abertos vários postos de colheita na região do Alto Minho. Hoje, o laboratório conta com uma dezena de unidades espalhadas pela região (Refóios do Lima, Freixo, Vitorino de Piães, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Clicenter, Correlhã, Areosa e S. Martinho da Gandra), bem como um serviço domiciliário, que, no seu todo, assistem a uma média de 300 utentes diariamente.

Em conversa com os dirigentes da OF durante a visita ao laboratório, Manuel Pimenta revela preocupações com a postura que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) tem assumido, ao fomentar a internalização das análises clínicas no Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Ao obrigar os utentes a realizar os exames laboratoriais nas unidades sob a sua jurisdição, a ULSAM está a violar o princípio da liberdade de escolha e a colocar em causa a viabilidade económica de vários pequenos e médios operadores de toda a região do Alto Minho.

Apesar das dificuldades que o setor atravessa, Manuel Pimenta não desarma. Continua com uma energia cativante e conserva perspetivas de crescimento para o seu negócio.

Manuel Pimenta recorda que os operadores privados convencionados com o SNS para a realização de exames laboratoriais efetuaram importantes investimentos em infraestruturas e pessoal para conseguir dar uma resposta eficaz ao número crescente de requisições. Dentro deste modelo, souberam sempre prestar um serviço de qualidade, o que valeu a preferência de muitos utentes. Este farmacêutico considera por isso que não é nem justo nem sensato que sejam adotadas medidas meramente administravas que constituem séria ameaça à sobrevivência destas unidades.

Conforme realçou a bastonária, os argumentos utilizados pela administração central para promover um maior aproveitamento da capacidade instalada nas unidades do Estado são facilmente rebatidos com a inexistência de estudos que demonstrem os benefícios dessa decisão.

Sem os dados que justifiquem tal medida, o setor pode sempre contrapor com um histórico de serviço diferenciado, prestado segundo os mais elevados padrões de qualidade e de acordo com os interesses da população. O eventual encerramento destas estruturas de saúde, assentes em modelos de proximidade aos cidadãos, pode, por outro lado, constituir mais um contributo para a desertificação das zonas rurais e do interior pela falta de emprego e despedimento de profissionais altamente qualificados.

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